Poema vazio
É o que faço,
Se não me valer da metalinguagem
Pareço fraco.
Com adornos e excelsas palavras
Decoro o poema,
Acrescento rimas e aliteração,
Criando ritmo no fonema.
A esmo em meu espaço de trabalho.
Bagunço as folhas,
Rabisco o papel;
Olho para meu piano,
Preciso passar um pano.
Já é meia-noite,
Navego nos dados vazios,
Vejo a rede de aparências;
Irônico,nela posto poesias.
Mas não são vazias,
São tão carregadas de sentimentos quanto quem lê.
Entro no blog,
Três cliques e aparece um espaço em branco,
O vazio que se tornará mar de pensamentos;
O limitado que se tornará tão infinito;
O nada que se tornará tão vivo.
Mas não acredito
Que mais um poema está sendo escrito,
Poemas e poemas,nascem desse nada.
Eu estou aqui,
Em partes triturado e adornado
Por meio de frases.
Infinitos sentimentos por onde escrevo,
Não mais estou a esmo.
Quarta estrofe.
Trigésima quarta linha do poema,
O trigésimo sexto poema.
Tempo escorre...
Morto de mente,finalmente morto.
Corro dormente e sem mente grito socorro.
Tropeço na corrente somente,
Caio na poça de água ardente
Da chuva torrente;
Vejo sepultar-se uma semente,
Semente somente. Somente ela sente.
Entendo solenemente na enchente
Que ela não está mais doente.
Mas doente estou eu por estar demente.
A cegueira é frenquente;
Mas quer que eu a enfrente,lamente valente.
Quadragésima oitava linha do problema.
Uma da manhã.
Acrescento palavras ao poema
Como alguém acrescenta tijolos a um muro.
Esse é o meu muro:
Meus sentimentos são os grafittis,
Nessa área do muro não tem pichação,
Pichação se expressa como os maus sentimentos,
Mas estou bem no momento. Somente no momento.
A verdadeira inspiração eu anseio.
De cores meu texto está cheio,mas meu receio...
É de tudo desabar,como tempestade que esfaqueia o brilho do dia;
Como fogo que consome tudo o que eu tinha.
Sai daqui,o poema é meu,não quero melancolia nesse!
Texto de angustia aqui por enquanto já deu,podes desvanecer!
Sexagésima linha do calema.
Que ondula em esquemas,rimas e fonemas.
Outra linha sem sentimento algum...
Afinal,é mais fácil idealizar cores
Do que pintar a alma com elas.
Afinal,aliás...
Poema vazio:
É o que eu faço.
Essa é a penúltima linha do poema,
E essa é a ultima de todo esse fracasso.
É o que faço,
Se não me valer da metalinguagem
Pareço fraco.
Com adornos e excelsas palavras
Decoro o poema,
Acrescento rimas e aliteração,
Criando ritmo no fonema.
A esmo em meu espaço de trabalho.
Bagunço as folhas,
Rabisco o papel;
Olho para meu piano,
Preciso passar um pano.
Já é meia-noite,
Navego nos dados vazios,
Vejo a rede de aparências;
Irônico,nela posto poesias.
Mas não são vazias,
São tão carregadas de sentimentos quanto quem lê.
Entro no blog,
Três cliques e aparece um espaço em branco,
O vazio que se tornará mar de pensamentos;
O limitado que se tornará tão infinito;
O nada que se tornará tão vivo.
Mas não acredito
Que mais um poema está sendo escrito,
Poemas e poemas,nascem desse nada.
Eu estou aqui,
Em partes triturado e adornado
Por meio de frases.
Infinitos sentimentos por onde escrevo,
Não mais estou a esmo.
Quarta estrofe.
Trigésima quarta linha do poema,
O trigésimo sexto poema.
Tempo escorre...
Morto de mente,finalmente morto.
Corro dormente e sem mente grito socorro.
Tropeço na corrente somente,
Caio na poça de água ardente
Da chuva torrente;
Vejo sepultar-se uma semente,
Semente somente. Somente ela sente.
Entendo solenemente na enchente
Que ela não está mais doente.
Mas doente estou eu por estar demente.
A cegueira é frenquente;
Mas quer que eu a enfrente,lamente valente.
Quadragésima oitava linha do problema.
Uma da manhã.
Acrescento palavras ao poema
Como alguém acrescenta tijolos a um muro.
Esse é o meu muro:
Meus sentimentos são os grafittis,
Nessa área do muro não tem pichação,
Pichação se expressa como os maus sentimentos,
Mas estou bem no momento. Somente no momento.
A verdadeira inspiração eu anseio.
De cores meu texto está cheio,mas meu receio...
É de tudo desabar,como tempestade que esfaqueia o brilho do dia;
Como fogo que consome tudo o que eu tinha.
Sai daqui,o poema é meu,não quero melancolia nesse!
Texto de angustia aqui por enquanto já deu,podes desvanecer!
Sexagésima linha do calema.
Que ondula em esquemas,rimas e fonemas.
Outra linha sem sentimento algum...
Afinal,é mais fácil idealizar cores
Do que pintar a alma com elas.
Afinal,aliás...
Poema vazio:
É o que eu faço.
Essa é a penúltima linha do poema,
E essa é a ultima de todo esse fracasso.