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sexta-feira, 28 de julho de 2023

Último poema de 2016

Somos tão jovens mas desgastados como velhos,

E por dentro mortos;

Disposição pro sono eterno.

Sonhos maiores do que tudo que já vivemos;

Sabedoria vaga; cada dia não é vivido,

Apenas sobrevivemos.

E tentamos ficar em pé

Em meio aos vários tormentos.

Fracos, destruídos e assustados,

Mas sempre continuando

Sofrendo, lutando,

Morrendo e levantando.


Vendo as estrelas,

Vendo e vivendo as dores,

Caindo e amando,

Existindo,

Nos inspirando.

E sempre sonhando.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Abismo das tentativas(um conto de erros)

Não importa o quanto tentamos,
Sempre continuamos caminhando
Pelas gargantas do inferno...

Caminhada fúnebre
Por tormentas e erros,
Afiados e errantes
Tormentuosos rochedos.

O céu está escuro,
As muralhas são cinza.
Pelo horizonte negro
Já não passa mais luz.
Estou sozinho, mas sinto por perto
Muitas almas torturadas
Carregando a mesma cruz.

O ar fica cada vez mais frio,
E tudo mais sombrio.
Caminho pela eternidade gritante da dor
Aqui estou há 18 anos
Mas o sofrimento é o mesmo desde que cheguei.

Meus pés calejados ainda sangram.
Com as pernas trêmulas de pura dor,
Uso as mãos para tentar não cair.
Meu corpo pede rendição,
Mas o diabo, em minha mente grita 'Não!'.

Continuo a me rastejar.
Apesar dos esforços e angústia
Já não tenho mais forças nem para gritar.
Minha cabeça não abriga um só eu,
Mas uma coleção de desgraçados
Que também estão cansados.
Almas sem alma;
Insanos sendo torturados,
Sofredores do passado.
Carrego o peso de cada um;
Ansiosos e enlouquecidos.
Bastardos!

Com o passar do tempo as rochas ficam mais afiadas
Ou eu que fico mais fraco?
Todos buscam a redenção
Mas ainda são condenados.

Cada pedra, uma tentativa.
Cada corte, um erro.
Cada cicatriz, uma lembrança.

Estão no inferno,
Mas não lembram de terem morrido.
Estou no inferno,
Ou estou apenas enlouquecido?

O castigo é nunca ser o suficiente
Mas também nunca desistir.
O macabro tridente de cada eu:
Nunca tentar mudar.

Gárgulas?
Esse inferno tem gárgulas!
Pois não são só as pedras - erros próprios - que cortam!
Pessoas podem causar um dano maior que qualquer tropeço.
Escorregue numa caverna com cracas
E será fatiado.
Seja rasgado por gárgulas,
Terá o coração dilacerado
E pela eternidade seu sangue,
Seu ânimo, será drenado.

Malditas e horrendas figuras aladas
Não me assustam tanto quanto
Horríveis promessas a serem quebradas.
Agora suo frio só de ver a sombra,
Mas não a sombra dos gárgulas.

Ouço trovoadas, mas não vejo qualquer luz;
Não existe céu.
De cima aparecem cinzas,
Mas não há fogo.
As gotas de sangue que mancharam cada rocha
Agora lúgubremente apodrecem.
Assobios ecoam de cavernas longínquas,
Mas tudo que há ao redor são paredões de rochedos.
Tão altos dentes que mal posso enxergar seus topos.
A escuridão da distância do fim,
Se mistura com o abismo do céu.

Não vejo cores, não sinto vida.
Não consigo pensar,
Mas minha mente não se cala.
Cada alma que em meu ser habita
É um pedaço de mim
Que sangra do passado.

Tentamos,
Mas até hoje nunca fizemos o suficiente;
Nunca vencemos, ninguém jamais poderia.
Sempre sendo devorados por bestas e gárgolas
E reconstruídos a partir de cacos e cinzas.

Nada é certo, nada será bom.
Numa jornada de agonia,
O mártir será um punhado de estilhaços
E seu passado será de melancolia.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Garota Estelar 2:O Cântico Quântico| Paradoxo do amor e a dualidade.

Li uma vez...
Que amar é como entrar num buraco de minhoca...

É um mistéro o que será
Quando amar.
Pode ser bom ou ruim;
Planos funcionam ou não;
Você pode ir pro passado,
Amar o presente
E anseiar o futuro;
Ou ir a lugar nenhum.

O sentimento em você é como uma distorção e viagem.
Você se sente de tantos modos
E ao mesmo tempo num vazio.
Amor é turbulência e também tranquilidade,
É o caminho desconhecido de terror e alegria;
Amar é como cair numa oscilante entropia.

Enfim então,
Amar é o perigo a ser corrido;
Incalculado e incalculável risco.
Amor,o qual se cai sem ver
Nem saber
O que esperar no fim.

A garota estelar
É o que me faz amar.
Ela é o medo que me corrói;
Ela é a alegria que mói;
Ela é a angústia;
Ela é a minha tão esperada aventura.
O desconhecido em que me jogo sem medo,
Ela é...
O suicídio perfeito!

O paradoxo que me torce,
O passado que me contorce,
E o presente que retorce;
Ela é o futuro com que sonho.
E no leito da eternidade os instantes fervem,
A garota quântica que me agita ao máximo ponto;
Com ela frito e congelo,
E conheço o universo mais belo.
Com ela estou no céu...
Com ela estou no inferno.

Com ela sonho acordado,
Ela é meu sofrimento alucinado;
Com ela estou tão vivo;
Agitado e parado.
Com ela também tão morto.
Aqui e lá.
O paradoxo do amor,
O paradoxo dela.
Meu pesadelo,
Minha idealização tão bela.
Amo esse devaneio.
O fim deve ser lindo;
Mas o caminho é tão feio.

Amor,
Amor,amor!
Lúgubre e bondoso veneno.
Amor,o suco.
Açucar terrível;
Ácido sereno;
O que é o amor afinal?
É a viagem no tempo sem um presente?
É a entropia que retorna à ordem?
Amor é o que eu sinto,
É o que eu sofro;
É o castigo;
É o pior fogo.
É o multiverso,
É meu vilão perverso,
Amor é o que sai do sorriso dela.
Celestial facada.
É o suicídio apaixonante,
O que deixa mais intenso cada instante.

Enfim,
Amar é como entrar num buraco de minhoca.
E eu amo ela,
Estou no paradoxo do amor.
Não sei quem sou,
Não vejo,
Não sei,
Não sinto.
O fim é uma ilusão.
Cada momento com ela
É uma nova dimensão.
Me leva ao hiperespaço
Sempre que nos sincronizamos
Pelo coração,num abraço.

Como a luz,eu viajo em círculos
Em um buraco negro:ela.
Com ela,o tempo para;
Com ela,não sou nada.
Arremessado e puxado.
Morto e ressuscitado.

Amo ela,amo ela.
Aquele beijo anseio;
Inutilmente,pois sou um átomo;
Meu único elétron vaga tristemente.
E com ela,ele viaja eternamente.
Com ela,
Está em 6 lugares simultaneamente.
Ainda caio neste buraco,
O paradoxo de amar
Essa excelsa garota estelar

Terror e alegria,
Adimensional como um hipercubo.
O fim do tunel eu busco;
O fim da ânsia;
Desconhecido fim!
Céu e inferno para mim.
Eu amo ela,
E eu amo ela!
No loop da morte -amor- eu caio!
Vívido devaneio,
Inconstante viagem;
Suicídio perfeito!

Ela é meu caminho desconhecido
De alegria e terror.
Nossas mentes se conectam
Como almas sintéticas
Criadas num big bang como clones,
E eu amo ela...
O vortex:aquele rasgado riso.
Não conseguirei sair vivo.
Unidimensional!
Ela é estrela de nêutrons,
A morte tempestuosa,
A calmaria na tormenta;
A Ordem no Caos,
E meu Caos crescente.
Sinto tudo e nada,tão de repente
Com ela sonho acordado.
Estou morto!
Zumbi apaixonado.
Eco no espaço,
Pingo no lago sem fim,
Ondulando e vibrando;
Lago de dor!
Paraíso em carmesim,
No paradoxo terrível do ardor.

Não sei quem sou
Nem para onde vou.
Amo a garota estelar,
Ela nunca para de brilhar;
Luz-guia infernal na doca.
Cântico lunar;
Luz gritante na escuridão vulgarmente simplória.
Eternamente
O canto quântico irei declamar,
Ao meu universo:
A garota espetacular.

Li uma vez...
Que amar é como entrar num buraco de minhoca.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O nômade das caminhadas longínquas da alma.

Tic tac,tic tac.
O viajante
Se encontra tão só,
E só vai embora,
Embora ele conheça muita gente.
As lágrimas do tempo em seu rosto escorrem,
"Tenho que ir" -diz o viajante;
Não para naquele lugar por um instante.

Como um aventureiro,explora novos locais,
Novas vidas;
Novas almas;
Novos pessoais;
E pelo caminho faz sua fama,
A viagem é longa.

Anos,meses,
Semanas,dias,
Horas,minutos...
E nos momentos,cada segundo.
Segundos que escorrem pela ampulheta da vida...
Marcam na alma,
Eterno. E ali fica,
Marcado cada dia.
E ali fica,
Marcado cada companhia.
Momentos de ouro,ouro que reluz,
Ouro brilhante que brilha na mente.
Emana em memórias a vida.
Para o viajante,muitas cenas hão de serem vistas ainda,
Mas um simples momento com quem ama
É mais que suficiente.
E o suficiente para gravar um novo filme reluzente
De um bobo momento. Bobo mas contente.

"Em um mês vou embora".
O homem que nunca está.
Torturado pela brevidade do tempo,
Pela brevidade dos meses,
Torturado pela brevidade...
Da felicidade.
Constante estrangeiro,
Como uma planta que morre e renasce
De novo e de novo,
Cada vez em um vaso diferente.

Oh viajante,por que tão inconstante?
"Vou sentir saudades" diz o morador velho;
"Mas já?" triste pergunta a fazendeira;
Oh nômade,por que tão rápido?
Cultiva a terra por pouco tempo
Mas é como se estivesse a uma eternidade,
Uma eternidade de pensamentos;
Eternidade de sofrimentos;
Eternidade em momentos;
Eternidade de sentimentos;
Mas tão pouco tempo.

Acaba de descobrir as maravilhas da terra,
Floresce para ele o jardim,
Mas em seguida já tem que ir;
Nobre amante móvel,
Tanto descobriu,
Tanto amou;
Tanto se divertiu;
E tanto se decepcionou.
Terras longínquas ainda por ti precisam ser exploradas,
Mas o tempo te arrasta,
O tempo é um babaca!
E logo outras terras você encontra,
Em cada pedaço de vida que você vá
Novos amigos sempre fará,
Chances de amor encontrará,
E muitas e muitas histórias viverá;
Momentos lembrará,
E suas viagens passadas contará.

Como um aventureiro
Explora novos sentimentos,
Descobre novos experimentos,
Encontra novos tormentos.
Amar,lutar,mudar... fugir e sofrer!
Mas continuar a explorar,
Continuar a conquistar.
Tantos corações você há de encantar.
Oh nômade,toca o teu piano,
E com ele,as almas que encontras.
A hora do adeus.
Agora é o momento de despedida;
O viajante encontra pela ultima vez
A sua turma querida,
E uma linda garota,que poderia ser uma margarida
Para ele leva-la para todo sempre
No bolso ou na mochila,
Para leva-la a todo lugar.
E a ela contemplar,
No vaso ou no coração,
E pede em oração
Para a flor não desidratar.

A hora do Adeus.
E todos que na despedida estão
Derramam lágrimas ao chão,
Pois sabem que o nômade irá para sempre;
Para o infinito ele rumará,
E naquele lugar,nunca mais voltará.
A ampulheta frenética a apressar,
E os grãos de areia descem como uma avalanche do tempo;
Um deslizamento de tristezas e saudades.
A mudança na tempestade.
Tic tac,
Tic tac,
E o tempo passa...
Tic...
As promessas também,
Tac.
Infinitas promessas,
Tic...
Mas os cumprimentos nunca vêm.
Tac!
Depois,depois,depois...
*clack*-estala o relógio
Arma carregada,um perigo iminente.

Nômade,corre e corre.
Procura o tempo que perdeu,
Repõe as juras de quem prometeu,
Mostre-os o valor que é seu!
Tic tac,fim da linha;
Hora do Adeus.

Sentirei saudades.
Em minha mente tudo aqui continuará vivo,
Mas meu corpo e alma,
Precisam seguir em frente.
Destino,quer que eu o enfrente,
Mas estou tão dormente;
A confusão da viagem.
Nômade,ama demais;
A vida é um jogo de dados,
Cada dia uma nova surpresa para nos impressionarmos.
Cada dia uma descoberta,
Uma nova alma.
A minha ainda está aberta.

Cá estou,na nova vida.
Tão nova mas tão conhecida;
Experiência inédita,
Sentimento velho,não é a primeira vez
Que tenho que partir.
E ainda me lembro
Dos velhos e ótimos amigos que já me fizeram sorrir.
Agora os novos daqui também farão,
E mutuamente grato serei,
Mutuamente,feliz os farei.
E tentarei... ser uma boa memória.
Pois é isso o que sou,
E é o melhor que posso ser.
O que sempre serei,
E de ninguém,jamais esquecerei.

Eu sou um nômade,
O nômade das memórias;
O cultivador de emoções;
O cultivador de almas;
O nômade que parte;
O nômade das longas caminhadas.
As caminhadas longínquas da alma..


Tribulação da Guerra:A agonia infinita e o Caos de cada indivíduo| Caótica Sociedade

Do sangue à vida,
Sede ao novo mundo,
Morte ao velho.
Outrora brilha,
O agora queima!
O passado virou cinzas.

Da morte à "vida".
Imundo broto,
Corrompido à beira farropilha;
Andarilhos sem pátria,
Sem nome;
Sem família;
Sem amor;
Sem vida.

Da morte à morte,ciclo lugubremente sujo.
E sujas as almas que pelas ruínas vagam;
Ruínas de concreto,
Ruínas de almas.
De muitas vidas,um cemitério.
Consumido pelo fogo,
Consumido pelo ódio,
E pela disputa pelo pódio.
Nada restou,
Só os restos que rastejam sob os ossos mortos
Do campo destruído e desertores mórbidos.

Da guerra à morte.
A nova rotina tenta se montar
Sob a carcaça da velha vida,
Rotina da morte,uma nova não-vida.
Sobrevive aos fogo mas continua no inferno,
Sofredores sobreviventes,agoniando em correntes;
Sobreviventes sempre,aflitos eternamente.
Correntes do passado,passado recente.
Passado destruído;
Passado queimado;
Passado esquecido;
Passado que está sendo pisado.

Sob os sujos pés está a poeira de almas e histórias,
Tomadas pelo egoísmo e guerras por alguma vitória;
A vitória é a vida,todos aqui tiveram derrota.
Conflitos sem fim por algum fim incomum,
Tão comum a morte e destruição;
É o que os que lutam têm em comum.
Agora no campo dos derrotados
Os sobreviventes são inundados
Com discursos falsos.

O falso orgulho da vida no inferno.
Discursando implicitamente sobre a nova rotina,
Rotina em bando,
Rotina do povo se escravizando
Para remontar uma cidade,
Criarem novas histórias,
Disfarçarem a tristeza profunda
E continuarem egoístas dizendo
Que "passado é passado";
Mas esquecem que o presente é consequência desse passado,
E o agora é causa do futuro,
E vão repetir os erros que fizeram a cidade sucumbir,
E sucumbirão novamente.
Pois o ensino foi deficiente,
E os ensina a obedecer e fazer o que os levou a ruínas.
Abastecendo os poderosos,nesse ciclo ambicioso.
E apenas números serão essas novas vidas.

E vivem a nova rotina:
Se escravizando,
Para remontar uma cidade,
Criarem novas histórias,
Disfarçarem a tristeza de verdade
E depois queimarem essa nova vida
E demolir tudo novamente.

Do sangue à vida,
Da destruição à criação,
Do caos à ordem!

E continuam a se destruir,
Sem piedade;
Sem pensar;
Sem amar!

Da morte à morte,
Da destruição à destruição;
E o caos segue eterno.
Fênix zumbi que já não queima mais,
Ave cinza que chora vida;
A incansável perseguição à alegria.
Em uma angústia favorita
Tentando ser suprimida,
E suprimida;
Por modos débeis de distração;
Por modos débeis de destruição;
Por máscaras débeis para cada coração,
E cada lágrima carregada de dor
Escorre por cada rosto ,
Carregados de rancor.

Um passado,um presente e um futuro,
E uma certeza:
O conflito sem fim,por poder.
As mortes sem fim,por interesses.
A chuva vermelha por opiniões contrárias,
E hordas de pessoas otárias.
Cada arma carregada,
Cada bala disparada;
Cada furo e cada buraco,
Refletirão no caos de cada um de nós...
Refletirão no caos da sociedade,
Na violência e atrocidade,
Que nunca deixamos de ter.
Sede por sangue,sede por vingança!
E o ferro quente cuspindo pedaços de "justiça";
O sangue fervente promovedo a matança;
Sem nenhum motivo real.
Cada morte e cada alma,
Cada história,e vida que for tirada,
Cada brutalidade será apenas uma parte
De nossa débil e animalizada,
Caótica sociedade.

Garota estelar

De tantas estrelas,
Você!
De tantos sorrisos,
O seu!
Do instante à eternidade,
O nada e o tudo;
O emanharado incrível de luzes e cores.
Branca estrela,todas as cores e ainda nenhuma.
Assim no seu olhar,galáxias eu vejo.
Os cantos do teu sorriso,sorriso tão belo:
São os cantos do universo!
Você é a estação espacial alfa.
Estar com você é como girar sem parar numa entropia fantástica,
Seu abraço é minha gravidade simulada;
Seu abraço. Tão acolhedor leito;
Esse aconchego é o que anseio,
O abraço que tanto desejo!
Sou um asteróide,sendo puxado pelo brilhante Quasar:
Você!
E um pequeno astronauta
Que da cabine admira essa majestosa valsa de cores.
Valsa de cores estelar,valsa de sentimentos
Que pulsam de acordo com as batidas do seu coração junto do meu.

O seu sorriso é a minha constelação favorita.
E mesmo que pareça apenas uma garota linda,
Em você eu vejo a beleza infinita,a paz do mundo esquecida.
Em você sinto o universo;
E no calor do seu abraço,esse universo pulando e brilhando,
Emanando,
Brincando,
Inspirando.

De todas as maravilhas,
Você.
Poderia estar com você pela eternidade,
Que ainda seria pouco.
Ainda que eu viajasse por você durante vidas,
Seria insuficiente para admirar e viver
Toda sua grandiosidade,
Grandiosa alma.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Um poema vazio literalmente;literalmente.

Poema vazio
É o que faço,
Se não me valer da metalinguagem
Pareço fraco.
Com adornos e excelsas palavras
Decoro o poema,
Acrescento rimas e aliteração,
Criando ritmo no fonema.

A esmo em meu espaço de trabalho.
Bagunço as folhas,
Rabisco o papel;
Olho para meu piano,
Preciso passar um pano.
Já é meia-noite,
Navego nos dados vazios,
Vejo a rede de aparências;
Irônico,nela posto poesias.
Mas não são vazias,
São tão carregadas de sentimentos quanto quem lê.

Entro no blog,
Três cliques e aparece um espaço em branco,
O vazio que se tornará mar de pensamentos;
O limitado que se tornará tão infinito;
O nada que se tornará tão vivo.
Mas não acredito
Que mais um poema está sendo escrito,
Poemas e poemas,nascem desse nada.
Eu estou aqui,
Em partes triturado e adornado
Por meio de frases.
Infinitos sentimentos por onde escrevo,
Não mais estou a esmo.

Quarta estrofe.
Trigésima quarta linha do poema,
O trigésimo sexto poema.
Tempo escorre...
Morto de mente,finalmente morto.
Corro dormente e sem mente grito socorro.
Tropeço na corrente somente,
Caio na poça de água ardente
Da chuva torrente;
Vejo sepultar-se uma semente,
Semente somente. Somente ela sente.
Entendo solenemente na enchente
Que ela não está mais doente.
Mas doente estou eu por estar demente.
A cegueira é frenquente;
Mas quer que eu a enfrente,lamente valente.
Quadragésima oitava linha do problema.

Uma da manhã.
Acrescento palavras ao poema
Como alguém acrescenta tijolos a um muro.
Esse é o meu muro:
Meus sentimentos são os grafittis,
Nessa área do muro não tem pichação,
Pichação se expressa como os maus sentimentos,
Mas estou bem no momento. Somente no momento.
A verdadeira inspiração eu anseio.
De cores meu texto está cheio,mas meu receio...
É de tudo desabar,como tempestade que esfaqueia o brilho do dia;
Como fogo que consome tudo o que eu tinha.
Sai daqui,o poema é meu,não quero melancolia nesse!
Texto de angustia aqui por enquanto já deu,podes desvanecer!
Sexagésima linha do calema.
Que ondula em esquemas,rimas e fonemas.
Outra linha sem sentimento algum...
Afinal,é mais fácil idealizar cores
Do que pintar a alma com elas.
Afinal,aliás...
Poema vazio:
É o que eu faço.
Essa é a penúltima linha do poema,
E essa é a ultima de todo esse fracasso.