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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Garota Estelar 2:O Cântico Quântico| Paradoxo do amor e a dualidade.

Li uma vez...
Que amar é como entrar num buraco de minhoca...

É um mistéro o que será
Quando amar.
Pode ser bom ou ruim;
Planos funcionam ou não;
Você pode ir pro passado,
Amar o presente
E anseiar o futuro;
Ou ir a lugar nenhum.

O sentimento em você é como uma distorção e viagem.
Você se sente de tantos modos
E ao mesmo tempo num vazio.
Amor é turbulência e também tranquilidade,
É o caminho desconhecido de terror e alegria;
Amar é como cair numa oscilante entropia.

Enfim então,
Amar é o perigo a ser corrido;
Incalculado e incalculável risco.
Amor,o qual se cai sem ver
Nem saber
O que esperar no fim.

A garota estelar
É o que me faz amar.
Ela é o medo que me corrói;
Ela é a alegria que mói;
Ela é a angústia;
Ela é a minha tão esperada aventura.
O desconhecido em que me jogo sem medo,
Ela é...
O suicídio perfeito!

O paradoxo que me torce,
O passado que me contorce,
E o presente que retorce;
Ela é o futuro com que sonho.
E no leito da eternidade os instantes fervem,
A garota quântica que me agita ao máximo ponto;
Com ela frito e congelo,
E conheço o universo mais belo.
Com ela estou no céu...
Com ela estou no inferno.

Com ela sonho acordado,
Ela é meu sofrimento alucinado;
Com ela estou tão vivo;
Agitado e parado.
Com ela também tão morto.
Aqui e lá.
O paradoxo do amor,
O paradoxo dela.
Meu pesadelo,
Minha idealização tão bela.
Amo esse devaneio.
O fim deve ser lindo;
Mas o caminho é tão feio.

Amor,
Amor,amor!
Lúgubre e bondoso veneno.
Amor,o suco.
Açucar terrível;
Ácido sereno;
O que é o amor afinal?
É a viagem no tempo sem um presente?
É a entropia que retorna à ordem?
Amor é o que eu sinto,
É o que eu sofro;
É o castigo;
É o pior fogo.
É o multiverso,
É meu vilão perverso,
Amor é o que sai do sorriso dela.
Celestial facada.
É o suicídio apaixonante,
O que deixa mais intenso cada instante.

Enfim,
Amar é como entrar num buraco de minhoca.
E eu amo ela,
Estou no paradoxo do amor.
Não sei quem sou,
Não vejo,
Não sei,
Não sinto.
O fim é uma ilusão.
Cada momento com ela
É uma nova dimensão.
Me leva ao hiperespaço
Sempre que nos sincronizamos
Pelo coração,num abraço.

Como a luz,eu viajo em círculos
Em um buraco negro:ela.
Com ela,o tempo para;
Com ela,não sou nada.
Arremessado e puxado.
Morto e ressuscitado.

Amo ela,amo ela.
Aquele beijo anseio;
Inutilmente,pois sou um átomo;
Meu único elétron vaga tristemente.
E com ela,ele viaja eternamente.
Com ela,
Está em 6 lugares simultaneamente.
Ainda caio neste buraco,
O paradoxo de amar
Essa excelsa garota estelar

Terror e alegria,
Adimensional como um hipercubo.
O fim do tunel eu busco;
O fim da ânsia;
Desconhecido fim!
Céu e inferno para mim.
Eu amo ela,
E eu amo ela!
No loop da morte -amor- eu caio!
Vívido devaneio,
Inconstante viagem;
Suicídio perfeito!

Ela é meu caminho desconhecido
De alegria e terror.
Nossas mentes se conectam
Como almas sintéticas
Criadas num big bang como clones,
E eu amo ela...
O vortex:aquele rasgado riso.
Não conseguirei sair vivo.
Unidimensional!
Ela é estrela de nêutrons,
A morte tempestuosa,
A calmaria na tormenta;
A Ordem no Caos,
E meu Caos crescente.
Sinto tudo e nada,tão de repente
Com ela sonho acordado.
Estou morto!
Zumbi apaixonado.
Eco no espaço,
Pingo no lago sem fim,
Ondulando e vibrando;
Lago de dor!
Paraíso em carmesim,
No paradoxo terrível do ardor.

Não sei quem sou
Nem para onde vou.
Amo a garota estelar,
Ela nunca para de brilhar;
Luz-guia infernal na doca.
Cântico lunar;
Luz gritante na escuridão vulgarmente simplória.
Eternamente
O canto quântico irei declamar,
Ao meu universo:
A garota espetacular.

Li uma vez...
Que amar é como entrar num buraco de minhoca.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O nômade das caminhadas longínquas da alma.

Tic tac,tic tac.
O viajante
Se encontra tão só,
E só vai embora,
Embora ele conheça muita gente.
As lágrimas do tempo em seu rosto escorrem,
"Tenho que ir" -diz o viajante;
Não para naquele lugar por um instante.

Como um aventureiro,explora novos locais,
Novas vidas;
Novas almas;
Novos pessoais;
E pelo caminho faz sua fama,
A viagem é longa.

Anos,meses,
Semanas,dias,
Horas,minutos...
E nos momentos,cada segundo.
Segundos que escorrem pela ampulheta da vida...
Marcam na alma,
Eterno. E ali fica,
Marcado cada dia.
E ali fica,
Marcado cada companhia.
Momentos de ouro,ouro que reluz,
Ouro brilhante que brilha na mente.
Emana em memórias a vida.
Para o viajante,muitas cenas hão de serem vistas ainda,
Mas um simples momento com quem ama
É mais que suficiente.
E o suficiente para gravar um novo filme reluzente
De um bobo momento. Bobo mas contente.

"Em um mês vou embora".
O homem que nunca está.
Torturado pela brevidade do tempo,
Pela brevidade dos meses,
Torturado pela brevidade...
Da felicidade.
Constante estrangeiro,
Como uma planta que morre e renasce
De novo e de novo,
Cada vez em um vaso diferente.

Oh viajante,por que tão inconstante?
"Vou sentir saudades" diz o morador velho;
"Mas já?" triste pergunta a fazendeira;
Oh nômade,por que tão rápido?
Cultiva a terra por pouco tempo
Mas é como se estivesse a uma eternidade,
Uma eternidade de pensamentos;
Eternidade de sofrimentos;
Eternidade em momentos;
Eternidade de sentimentos;
Mas tão pouco tempo.

Acaba de descobrir as maravilhas da terra,
Floresce para ele o jardim,
Mas em seguida já tem que ir;
Nobre amante móvel,
Tanto descobriu,
Tanto amou;
Tanto se divertiu;
E tanto se decepcionou.
Terras longínquas ainda por ti precisam ser exploradas,
Mas o tempo te arrasta,
O tempo é um babaca!
E logo outras terras você encontra,
Em cada pedaço de vida que você vá
Novos amigos sempre fará,
Chances de amor encontrará,
E muitas e muitas histórias viverá;
Momentos lembrará,
E suas viagens passadas contará.

Como um aventureiro
Explora novos sentimentos,
Descobre novos experimentos,
Encontra novos tormentos.
Amar,lutar,mudar... fugir e sofrer!
Mas continuar a explorar,
Continuar a conquistar.
Tantos corações você há de encantar.
Oh nômade,toca o teu piano,
E com ele,as almas que encontras.
A hora do adeus.
Agora é o momento de despedida;
O viajante encontra pela ultima vez
A sua turma querida,
E uma linda garota,que poderia ser uma margarida
Para ele leva-la para todo sempre
No bolso ou na mochila,
Para leva-la a todo lugar.
E a ela contemplar,
No vaso ou no coração,
E pede em oração
Para a flor não desidratar.

A hora do Adeus.
E todos que na despedida estão
Derramam lágrimas ao chão,
Pois sabem que o nômade irá para sempre;
Para o infinito ele rumará,
E naquele lugar,nunca mais voltará.
A ampulheta frenética a apressar,
E os grãos de areia descem como uma avalanche do tempo;
Um deslizamento de tristezas e saudades.
A mudança na tempestade.
Tic tac,
Tic tac,
E o tempo passa...
Tic...
As promessas também,
Tac.
Infinitas promessas,
Tic...
Mas os cumprimentos nunca vêm.
Tac!
Depois,depois,depois...
*clack*-estala o relógio
Arma carregada,um perigo iminente.

Nômade,corre e corre.
Procura o tempo que perdeu,
Repõe as juras de quem prometeu,
Mostre-os o valor que é seu!
Tic tac,fim da linha;
Hora do Adeus.

Sentirei saudades.
Em minha mente tudo aqui continuará vivo,
Mas meu corpo e alma,
Precisam seguir em frente.
Destino,quer que eu o enfrente,
Mas estou tão dormente;
A confusão da viagem.
Nômade,ama demais;
A vida é um jogo de dados,
Cada dia uma nova surpresa para nos impressionarmos.
Cada dia uma descoberta,
Uma nova alma.
A minha ainda está aberta.

Cá estou,na nova vida.
Tão nova mas tão conhecida;
Experiência inédita,
Sentimento velho,não é a primeira vez
Que tenho que partir.
E ainda me lembro
Dos velhos e ótimos amigos que já me fizeram sorrir.
Agora os novos daqui também farão,
E mutuamente grato serei,
Mutuamente,feliz os farei.
E tentarei... ser uma boa memória.
Pois é isso o que sou,
E é o melhor que posso ser.
O que sempre serei,
E de ninguém,jamais esquecerei.

Eu sou um nômade,
O nômade das memórias;
O cultivador de emoções;
O cultivador de almas;
O nômade que parte;
O nômade das longas caminhadas.
As caminhadas longínquas da alma..


Tribulação da Guerra:A agonia infinita e o Caos de cada indivíduo| Caótica Sociedade

Do sangue à vida,
Sede ao novo mundo,
Morte ao velho.
Outrora brilha,
O agora queima!
O passado virou cinzas.

Da morte à "vida".
Imundo broto,
Corrompido à beira farropilha;
Andarilhos sem pátria,
Sem nome;
Sem família;
Sem amor;
Sem vida.

Da morte à morte,ciclo lugubremente sujo.
E sujas as almas que pelas ruínas vagam;
Ruínas de concreto,
Ruínas de almas.
De muitas vidas,um cemitério.
Consumido pelo fogo,
Consumido pelo ódio,
E pela disputa pelo pódio.
Nada restou,
Só os restos que rastejam sob os ossos mortos
Do campo destruído e desertores mórbidos.

Da guerra à morte.
A nova rotina tenta se montar
Sob a carcaça da velha vida,
Rotina da morte,uma nova não-vida.
Sobrevive aos fogo mas continua no inferno,
Sofredores sobreviventes,agoniando em correntes;
Sobreviventes sempre,aflitos eternamente.
Correntes do passado,passado recente.
Passado destruído;
Passado queimado;
Passado esquecido;
Passado que está sendo pisado.

Sob os sujos pés está a poeira de almas e histórias,
Tomadas pelo egoísmo e guerras por alguma vitória;
A vitória é a vida,todos aqui tiveram derrota.
Conflitos sem fim por algum fim incomum,
Tão comum a morte e destruição;
É o que os que lutam têm em comum.
Agora no campo dos derrotados
Os sobreviventes são inundados
Com discursos falsos.

O falso orgulho da vida no inferno.
Discursando implicitamente sobre a nova rotina,
Rotina em bando,
Rotina do povo se escravizando
Para remontar uma cidade,
Criarem novas histórias,
Disfarçarem a tristeza profunda
E continuarem egoístas dizendo
Que "passado é passado";
Mas esquecem que o presente é consequência desse passado,
E o agora é causa do futuro,
E vão repetir os erros que fizeram a cidade sucumbir,
E sucumbirão novamente.
Pois o ensino foi deficiente,
E os ensina a obedecer e fazer o que os levou a ruínas.
Abastecendo os poderosos,nesse ciclo ambicioso.
E apenas números serão essas novas vidas.

E vivem a nova rotina:
Se escravizando,
Para remontar uma cidade,
Criarem novas histórias,
Disfarçarem a tristeza de verdade
E depois queimarem essa nova vida
E demolir tudo novamente.

Do sangue à vida,
Da destruição à criação,
Do caos à ordem!

E continuam a se destruir,
Sem piedade;
Sem pensar;
Sem amar!

Da morte à morte,
Da destruição à destruição;
E o caos segue eterno.
Fênix zumbi que já não queima mais,
Ave cinza que chora vida;
A incansável perseguição à alegria.
Em uma angústia favorita
Tentando ser suprimida,
E suprimida;
Por modos débeis de distração;
Por modos débeis de destruição;
Por máscaras débeis para cada coração,
E cada lágrima carregada de dor
Escorre por cada rosto ,
Carregados de rancor.

Um passado,um presente e um futuro,
E uma certeza:
O conflito sem fim,por poder.
As mortes sem fim,por interesses.
A chuva vermelha por opiniões contrárias,
E hordas de pessoas otárias.
Cada arma carregada,
Cada bala disparada;
Cada furo e cada buraco,
Refletirão no caos de cada um de nós...
Refletirão no caos da sociedade,
Na violência e atrocidade,
Que nunca deixamos de ter.
Sede por sangue,sede por vingança!
E o ferro quente cuspindo pedaços de "justiça";
O sangue fervente promovedo a matança;
Sem nenhum motivo real.
Cada morte e cada alma,
Cada história,e vida que for tirada,
Cada brutalidade será apenas uma parte
De nossa débil e animalizada,
Caótica sociedade.

Garota estelar

De tantas estrelas,
Você!
De tantos sorrisos,
O seu!
Do instante à eternidade,
O nada e o tudo;
O emanharado incrível de luzes e cores.
Branca estrela,todas as cores e ainda nenhuma.
Assim no seu olhar,galáxias eu vejo.
Os cantos do teu sorriso,sorriso tão belo:
São os cantos do universo!
Você é a estação espacial alfa.
Estar com você é como girar sem parar numa entropia fantástica,
Seu abraço é minha gravidade simulada;
Seu abraço. Tão acolhedor leito;
Esse aconchego é o que anseio,
O abraço que tanto desejo!
Sou um asteróide,sendo puxado pelo brilhante Quasar:
Você!
E um pequeno astronauta
Que da cabine admira essa majestosa valsa de cores.
Valsa de cores estelar,valsa de sentimentos
Que pulsam de acordo com as batidas do seu coração junto do meu.

O seu sorriso é a minha constelação favorita.
E mesmo que pareça apenas uma garota linda,
Em você eu vejo a beleza infinita,a paz do mundo esquecida.
Em você sinto o universo;
E no calor do seu abraço,esse universo pulando e brilhando,
Emanando,
Brincando,
Inspirando.

De todas as maravilhas,
Você.
Poderia estar com você pela eternidade,
Que ainda seria pouco.
Ainda que eu viajasse por você durante vidas,
Seria insuficiente para admirar e viver
Toda sua grandiosidade,
Grandiosa alma.