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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Tribulação da Guerra:A agonia infinita e o Caos de cada indivíduo| Caótica Sociedade

Do sangue à vida,
Sede ao novo mundo,
Morte ao velho.
Outrora brilha,
O agora queima!
O passado virou cinzas.

Da morte à "vida".
Imundo broto,
Corrompido à beira farropilha;
Andarilhos sem pátria,
Sem nome;
Sem família;
Sem amor;
Sem vida.

Da morte à morte,ciclo lugubremente sujo.
E sujas as almas que pelas ruínas vagam;
Ruínas de concreto,
Ruínas de almas.
De muitas vidas,um cemitério.
Consumido pelo fogo,
Consumido pelo ódio,
E pela disputa pelo pódio.
Nada restou,
Só os restos que rastejam sob os ossos mortos
Do campo destruído e desertores mórbidos.

Da guerra à morte.
A nova rotina tenta se montar
Sob a carcaça da velha vida,
Rotina da morte,uma nova não-vida.
Sobrevive aos fogo mas continua no inferno,
Sofredores sobreviventes,agoniando em correntes;
Sobreviventes sempre,aflitos eternamente.
Correntes do passado,passado recente.
Passado destruído;
Passado queimado;
Passado esquecido;
Passado que está sendo pisado.

Sob os sujos pés está a poeira de almas e histórias,
Tomadas pelo egoísmo e guerras por alguma vitória;
A vitória é a vida,todos aqui tiveram derrota.
Conflitos sem fim por algum fim incomum,
Tão comum a morte e destruição;
É o que os que lutam têm em comum.
Agora no campo dos derrotados
Os sobreviventes são inundados
Com discursos falsos.

O falso orgulho da vida no inferno.
Discursando implicitamente sobre a nova rotina,
Rotina em bando,
Rotina do povo se escravizando
Para remontar uma cidade,
Criarem novas histórias,
Disfarçarem a tristeza profunda
E continuarem egoístas dizendo
Que "passado é passado";
Mas esquecem que o presente é consequência desse passado,
E o agora é causa do futuro,
E vão repetir os erros que fizeram a cidade sucumbir,
E sucumbirão novamente.
Pois o ensino foi deficiente,
E os ensina a obedecer e fazer o que os levou a ruínas.
Abastecendo os poderosos,nesse ciclo ambicioso.
E apenas números serão essas novas vidas.

E vivem a nova rotina:
Se escravizando,
Para remontar uma cidade,
Criarem novas histórias,
Disfarçarem a tristeza de verdade
E depois queimarem essa nova vida
E demolir tudo novamente.

Do sangue à vida,
Da destruição à criação,
Do caos à ordem!

E continuam a se destruir,
Sem piedade;
Sem pensar;
Sem amar!

Da morte à morte,
Da destruição à destruição;
E o caos segue eterno.
Fênix zumbi que já não queima mais,
Ave cinza que chora vida;
A incansável perseguição à alegria.
Em uma angústia favorita
Tentando ser suprimida,
E suprimida;
Por modos débeis de distração;
Por modos débeis de destruição;
Por máscaras débeis para cada coração,
E cada lágrima carregada de dor
Escorre por cada rosto ,
Carregados de rancor.

Um passado,um presente e um futuro,
E uma certeza:
O conflito sem fim,por poder.
As mortes sem fim,por interesses.
A chuva vermelha por opiniões contrárias,
E hordas de pessoas otárias.
Cada arma carregada,
Cada bala disparada;
Cada furo e cada buraco,
Refletirão no caos de cada um de nós...
Refletirão no caos da sociedade,
Na violência e atrocidade,
Que nunca deixamos de ter.
Sede por sangue,sede por vingança!
E o ferro quente cuspindo pedaços de "justiça";
O sangue fervente promovedo a matança;
Sem nenhum motivo real.
Cada morte e cada alma,
Cada história,e vida que for tirada,
Cada brutalidade será apenas uma parte
De nossa débil e animalizada,
Caótica sociedade.

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