Wikipedia

Resultados da pesquisa

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Fantasia || 2° peça: Tormenta





Corro,corro sem parar,e sonho e sonho sem pensar. A doce ilusão a que essa fantasia me leva é como uma rosa:linda,terna e perigosa. Tão única e bela,vivendo em seu carmesim.
 Esta rosa,uma esperança tão vã,seus espinhos dissimulam-me  a um mundo com mais cores que o real,com mais amores. Florido é esse leito da mente,mas não posso fugir da realidade,não posso desmentir o que de fato é a realidade,e apegar-me a uma fantasia,me confortando. Um mundo monocromático,frio e pálido me assombra ao acordar das vivas e coloridas fantasias,e me ver na cinza salinha da realidade,sem amor. Caio,sem pensar,sem parar,não posso evitar;um poço eterno de irresoluções ,sempre adiando o impasse da rosa,me prendo em seus suspeitosos tormentos novamente,valsa com espinhos,mas ainda sorrindo.
 Vejo o sol,mas dele não vem luz,lúgubre ilusão,que ao inferno me conduz.
A opaca tormenta que inunda minha mente com inquietações,nada tenho além de esperança,de ao menos não mais ter angústias acordado. O sonho é belo,mas quando volto à lucidez,não mais vejo as graças de amar,de APENAS amar,se é que nisso há alguma graça. Gracioso é o brilho no olhar quando ama,mas a cor do dia é extraída do amante,pela indiferença da amada,de tanto gastar seu brilho com alguém,ficas cinza,por não ter tal 'brilho' retribuído. Fiquei sem cor,de tanto gasta-la com essa flor,que continua indiferente a cintilar com meu amor.

                                                                              ***

Nenhum comentário:

Postar um comentário